Feliz 2006!
Atrasada? Que nada! Isso é um protesto contra a pontualidade finlandesa, que às vezes é meio tirana comigo.
O Reveillon desse ano foi bom. Gente legal reunida, comida muito boa, música, jogatina. Uma reviravolta pra quem esperava mais um Reveillon borocoxô =)
Nós passamos a virada do ano em Vehmaa, na costa, perto de Turku. Alugamos uma casa na beira do mar (congelado) pra caber todo mundo. Éramos 12:
Beth, Priscilla, Chiquinha, Ju, Ana Carla e Tuukka (escondido atrás do Jarkko), Sami e Ana, Miika, Jarkko, eu e o Jarmo (fora da foto).
A casa era essa aí, atrás dessa "churrasqueira". Casa gigante pros padrões finlandeses. Coube todo mundo muito bem e caberia até mais gente. Da próxima vez a gente já sabe!
Como não podia deixar de ser, teve a hora da sauna. A casa tinha duas saunas: uma do lado de dentro da casa e uma na beira do mar.
Essa sauna é bem pequenininha. Confortável pra 3 pessoas, quase apertada pra 4 e minúscula pra mulherada brasileira cadeiruda (7 bundas espremidas). Mas a gente revezou bem lá dentro e todas curtiram. Não deu pra ir ao avanto (buraco no gelo, lembram?) porque ninguém se habilitou a quebrar o gelo. Sem o avanto, fomos rolar na neve!! Sair da sauna quente e rolar na neve é muito gostoso, melhor ainda que o avanto. Obrigada, Ju, por ensinar essa pra gente =)
Depois da sauna fizemos a ceia. Nada de salada de batata com salsicha, tradição finlandesa. Assamos um presunto/pernil/sei lá o que é aquilo, devidamente acompanhado de arroz e farofa. O resto era acessório.
As sobremesas também foram brasileiríssimas: pudim de leite condensado, doce de banana caramelizada e torta de Sonho de Valsa. Valeu, Cesar! A torta fez o maior sucesso!
E depois da ceia, os fogos.
Nada como a praia de Copacabana, claro. Mas nossos fogos eram os mais barulhentos da Finlândia, já que a cada foguete estourado, a mulherada gritava até não poder mais. Os homens não gritaram, né?! Eram todos finlandeses =P
*Pausa para citar novamente a pontualidade finlandesa. Como falei ali em cima, a pontualidade aqui é tirana. A ponto da minha professora de finlandês fechar a cara se alguém entra 30 segundos depois dela na sala de aula. Mas, surpreendentemente, a pontualidade é totalmente esquecida no Reveillon. Ninguém se preocupa em soltar os fogos exatamente à meia-noite (momento único de pontualidade rigorosa dos brasileiros). Não sei se é a única oportunidade que eles têm de romper essas amarras ou se à meia-noite os finlandeses já estão tão bêbados que 15 minutos a mais ou a menos não fazem mais diferença.
Passado o espetáculo dos fogos, voltamos pra dentro de casa, por motivos óbvios (frio, né galera!). 3 dos 5 finlandeses apagaram, a mulherada juntou na cozinha pra tagarelar (lugar de mulher brasileira é na cozinha!) e eu, o Jarkko e o Miika fomos jogar pôquer (meu lugar não é na cozinha, nhée). Lá pras 3 da manhã já tava todo mundo derrubado nas respectivas camas.
Domingo, dia de fazer as malas e voltar pra casa. Quase 200 km depois de muita neve com o sono atrasado. Nem preciso dizer que cheguei em casa só o bagaço, né?! É, eu que dirigi; o Jarkko ainda está sem óculos. Talvez por isso só hoje eu me animei a escrever.
E 2006 já trouxe surpresas: Susi é uma menina!!! Descobrimos hoje no veterinário. Vai levar algum tempo pra eu olhar pra elA e ver umA gatA, ao invés de um gatO =P
A Susi no seu lugar preferido: um ombro qualquer.
Beijos e um 2006 cheio de coisas boas!
Lu